Um panorama da literatura
brinca de passeio em obituários:
nomes, títulos e fotos
sem aprofundamentos biográficos.
Palavras certas de eternidade,
pulando incautas quando escritas,
no hoje são títulos curiosos
que de leitura não têm garantia.
Certo é que o tempo espera
que alguém saia da página do manual,
com esperança de encontro festivo
que não aceita o morrer que se deu.
Quem vivo ou morto redefiniu estilos
paira perdido em papel e tinta,
quando qualquer água que o molhasse
de imediato lhe apagaria.
Um manual de literatura
é túmulo de glória já vivida,
mas ainda sobrevive algum nome
na memória que se pretende amiga.
E não precisa de angústia,
que a nenhum livro salvaria,
pois escrever é processo de vida
que falha se eternidade revindica.
Émerson Cardoso
20/01/2026
13h31

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