sexta-feira, 1 de novembro de 2013

ELSA & FRED COM ANITA & MARCELLO: UM REENCONTRO NA FONTANA DI TREVI


CARDOSO, Cícero Émerson do Nascimento. Elsa e Fred com Anita e Marcello: um reencontro na Fontana de Trevi. Revista Sétima de Cinema, n. 06, p. 06 - 07, out. 2013. 

Da primeira vez que assisti ao filme “Elsa & Fred” (2007), de Marcos Carnevale, foi impossível não desejar conhecer também “A doce vida” (1960), de Fellini.
            Um homem solitário, previsível, hipocondríaco, abalado pela morte recente da esposa, e sob “cuidados” de uma filha controladora, muda-se para um prédio em que se torna vizinho de uma mulher: expansiva, imprevisível, mentirosa, caloteira, aventureira e, sobretudo, que sabe viver. Por serem idosos, ambos poderiam se deixar prender pelas rédeas da idade que parecia querer tolhê-los, no entanto Elsa (China Zorrilla) despreza qualquer limitação e alimenta um sonho: viver a cena antológica do filme “A doce vida” protagonizada por Anita Ekberg e Marcello Mastroiani na “Fontana di Trevi”.
            No clássico de Fellini, Anita Ekberg dá vida a Sylvia, uma das três mulheres que povoam a vida do jornalista Marcello Rubini – vivido por Marcello Mastroiani. Sylvia é uma estrela hollywoodiana que ostenta beleza e vivacidade e, numa das cenas mais belas do filme, bem como do cinema universal, Sylvia entra na “Fontana di Trevi” (que para os italianos é o símbolo da vida e da beleza) e convida Marcello Rubini a acompanhá-la em sua aventura erótica, ao que ele obedece.
            E por falar em erotismo, o filme “Elsa e Fred”, de modo sutil, e não menos singelo, também discorre sobre a externação do erotismo vivido pelas personagens evocas no título. Refiro-me não ao erotismo como este tem sido propagado pelo senso comum, mas pelo erotismo conforme nos apresenta Bataille (1987) que, ao discorrer sobre o assunto, propõe três concepções a esse respeito (erotismo dos corpos, erotismo dos corações e erotismo sagrado) de modo que a concepção que nos possibilita pensar a relação do par romântico do filme “Elsa e Fred” é o erotismo, sobretudo, dos corações. A esse respeito Bataille (ibidem, p. 15) afirma:
O erotismo dos corpos tem de qualquer maneira algo de pesado, sinistro. Ele guarda a descontinuidade individual, e isto é sempre um pouco no sentido de um egoísmo cínico. O erotismo dos corações é mais livre. Ele se separa, na aparência, da materialidade do erotismo dos corpos, mas dele procede, não passando, com frequência, de um seu aspecto estabilizado pela afeição dos amantes.

Elsa, dada a uma concepção de mundo em que idealizações são possíveis, vivencia finalmente – após envolver Fred em suas fantasias – seu grande sonho. A cena da “Fontana di Trevi”, em “Elsa e Fred”, é recriada de modo lírico e erótico – um “erotismo dos corações”, ressalto. Some-se à cena o fato de que Fred (Manuel Alexandre) resolveu realizar o sonho de sua amada porque ela (embora ela escondesse) poderia morrer em breve em decorrência de sérios problemas de saúde.
            Em “A doce vida” Sylvia é delicada, cativante, jovial e entrega-se ao amor com devoção: deleitar os prazeres da vida era sua prerrogativa existencial. Elsa, por sua vez, identifica-se profundamente com a personagem – embora não seja tão idealizada assim – e deseja tornar-se Sylvia, mesmo que por alguns segundos.  
            A relação entre as obras em destaque parece centrar-se no fato de que há uma bem-sucedida releitura de uma cena específica. Porém, sobretudo se considerarmos os temas abordados em ambas as obras, perceberemos inúmeros elementos que poderiam ampliar nossa percepção a este respeito. 
            Elsa e Sylvia buscam veementemente o prazer e ambas lidam com homens cuja vida, em vários aspectos, denota uma propensão à decadência: Marcello é um escritor frustrado que realiza pequenas reportagens e que assume, por vezes, papel passivo ante as mulheres com as quais viveu casos amorosos e que demonstra certa insegurança diante dos conflitos que o cercam; Fred, por sua vez, é um aposentado hipocondríaco que passou a vida cumprindo regras no trabalho e sendo fiel à vida conjugal e, diante da impulsividade de Elsa, termina por se deixar guiar pelas ideias da pretendente que lhe pareciam absurdas.
            “A doce vida” é um filme amargo, de personagens perdidas em desilusões, angústias e que vivem lacunas relacionais em decorrência, por vezes, da falha de comunicação. Em “Elsa e Fred” é possível perceber uma atmosfera que também se configura como angustiante, no entanto a impulsividade da personagem feminina evocada no título, sua força e propensão à vida ultrapassa essa aparente angústia e todas as personagens terminam por se deixar envolver, direta ou indiretamente, pelas tentativas de “solução” que Elsa – embusteira e nada ortodoxa – propõe.
            Muitos outros elementos poderiam ser apontados nesta perspectiva de ver as obras em destaque pelo viés da comparação. Vale ressaltar que elas discorrem sobre a vida que, para o ser humano, precisa sempre ser dotada de algum sentido: na obra de Fellini encontramos as tensões de uma Roma moderna, mas decadente e, consequentemente, marcada pelos desencontros e pela insubmissa marca da morte; na obra de Carnevale a morte existe, até exageradamente, mas esta não parece, em suma, representar um impedimento para que a vida seja possível de ser deleitada no sentido mais profundo do termo, como nos propõe o trecho da letra da música tema do filme:

HOY PUEDE SER UN GRAN DÍA

Hoy puede ser un gran día
Imposible de recuperar,
Um ejemplar único,
No lo dejes escapar.

Que todo cuanto te rodea
Lo han puesto para ti.
No lo mires desde la ventana
Y siéntate al festín.

Pelea por lo que quieres
Y no desesperes
Si algo no anda bien.
Hoy puede ser un gran día
Y mañana también.

(Joan Manuel Serrat)

REFERÊNCIA:

BATAILLE, George. O erotismo. Trad. Antônio Carlos Viana. Porto Alegre: L&PM, 1987. 




BREVE COMENTÁRIO SOBRE GÊNEROS TEXTUAIS


1 – EM BUSCA DE UM CONCEITO:

            Ao discorrer sobre o conceito de Gênero Textual, Marcuschi afirma (2002, p. 02) que:

É impossível se comunicar verbalmente a não ser por algum gênero, assim como é impossível se comunicar verbalmente a não ser por algum texto. Em outros termos, partimos da ideia de que a comunicação verbal só é possível por algum gênero textual. Essa posição, defendida por Bakhtin (1997) e por Bronckart (1999) é adotada pela maioria dos autores que tratam a língua em seus aspectos discursivos e enunciativos, e não em suas peculiaridades formais. Esta visão segue uma noção de língua como atividade social, histórica e cognitiva.

Nesta perspectiva, na linha do que Bronckart (1999), Biber (1988) e Adam (1990) concebem como Gênero Textual, Marcuschi (2002) o define e o diferencia de Tipologia Textual da seguinte forma:

1 – Usamos a expressão tipo textual para designar uma espécie de construção teórica definida pela natureza linguística de sua composição {aspectos lexicais, sintáticos, tempos verbais, relações lógicas}. Em geral, os tipos textuais abrangem cerca de meia dúzia de categorias conhecidas como: narração, argumentação, exposição, descrição, injunção.

2 – Usamos a expressão gêneros textuais como uma noção propositalmente vaga para referir os textos materializados que encontramos em nossa vida diária e que apresentam características sociocomunicativas definidas por conteúdos, propriedades funcionais, estilo e composição característica. Se os tipos textuais são apenas meia dúzia, os gêneros são inúmeros. Alguns exemplos de gêneros textuais seriam: telefonema, sermão, carta comercial, carta pessoal, romance, bilhete, reportagem jornalística, aula expositiva, reunião de condomínio, notícia jornalística, horóscopo, receita culinária, bula de remédio, lista de compras, cardápio de restaurante, instruções de uso, outdoors, inquérito policial, resenha, edital de concurso, piada, conversação espontânea, conferência, carta eletrônica, bate-papo por computador, aulas virtuais e assim por diante.

2 – CRIANDO UM QUADRO SINTÉTICO:

2 . 1 – TIPOS TEXTUAIS:

1 – construtos teóricos definidos por propriedades linguísticas intrínsecas;
2 – constituem sequências linguísticas ou sequências de enunciados e não são textos empíricos;
3 – sua nomeação abrange um conjunto limitado de categorias teóricas determinadas por aspectos lexicais, sintáticos, relações lógicas, tempo verbal;
4 – designações teóricas dos tipos: narração, argumentação, descrição, injunção e exposição.

2. 2 – GÊNEROS TEXTUAIS:

1 – realizações linguísticas concretas definidas por propriedades sociocomunicativas;
2 – constituem textos empiricamente realizados cumprindo funções em situações comunicativas;
3 – sua nomeação abrange um conjunto aberto e praticamente limitado de designações concretas determinadas pelo canal, estilo, conteúdo, composição, função;
4 – exemplo de gêneros: telefonema, sermão, carta comercial, carta pessoal, romance, bilhete, reportagem jornalística, aula expositiva, reunião de condomínio, notícia jornalística, horóscopo, receita culinária, bula de remédio, lista de compras, cardápio de restaurante, instruções de uso, outdoors, inquérito policial, resenha, edital de concurso, piada, conversação espontânea, conferência, carta eletrônica, bate-papo por computador, aulas virtuais...

3 – PARA MEMORIZAR



TIPOS TEXTUAIS

NARRAÇÃO                                                                                            EXPOSIÇÃO

                DESCRIÇÃO              ARGUMENTAÇÃO          INJUNÇÃO



GÊNEROS TEXTUAIS

TELEFONEMA

CARTA PESSOAL

ROMANCE

CONTO

BLOG

BILHETE

LISTA TELEFÔNICA...



APENAS UM RESUMO DO TEXTO QUE PODE SER CONFERIDO PARA ESTUDO MAIS APURADO:

MARCUSCHI, L. A. Gêneros Textuais: definição e funcionalidade. In: Dionísio, A. et all. Gêneros textuais e ensino. Rio de Janeiro: Lucerna, 2002. Disponível em: http://www.slideshare.net/WilBil/marcuschi-gneros-textuais-9302596. Acesso em: 01 de nov. de 2013.



domingo, 27 de outubro de 2013

ARCADISMO (PARTE II) ENTREVISTA COM MANUEL MARIA BARBOSA DU BOCAGE


Manuel Maria Barbosa du Bocage (cujo pseudônimo árcade era Elmano Sadino) nasceu em Setúbal, Portugal, em 15 de setembro de 1765. Considerado um dos maiores poetas portugueses de todos os tempos, Bocage foi tão polêmico quanto foi talentoso. Ele faleceu em 21 de dezembro de 1805 e concedeu-nos, post mortem, esta entrevista.  

ENTREVISTADOR: 

Você aí, narigudo... Você não é o Bocage de que falam?

BOCAGE:

Eu era...

Já Bocage não sou! ... À cova escura
Meu estro foi parar desfeito em vento...

Outro Aretino fui... a santidade
Manchei... Oh! se me creste, gente ímpia,
Rasga meus versos, crê na Eternidade!

ENTREVISTADOR: 

Sua fama não está ligada muito à ideia de Eternidade. Você é considerado um grande boa-vida, desbocado, briguento. Será que você não pode se apresentar aos nossos leitores de um jeito mais descontraído? 

BOCAGE:

Posso sim... Ponha aí então:

Aqui dorme Bocage, o putanheiro,
Passou a vida folgada e milagrosa,
Comeu, bebeu...

ENTREVISTADOR: 

Chega, chega... Pode parar, Bocage... Vamos mudar de assunto: você se considerava um homem bonito?

BOCAGE:

Magro, de olhos azuis, carão moreno,
Bem servido de pés, meão na altura
Triste de facha, o mesmo de figura,
Nariz alto no meio e não pequeno.

ENTREVISTADOR:

O seu nariz ficou na história, hein!

BOCAGE:

Nariz, nariz, nariz, 
Nariz, que nunca se acaba;
Nariz, que se ele desaba, 
Fará o mundo infeliz;
Nariz que Newton não quis
Descrever-lhe a diagonal;
Nariz de massa infernal,
Que, se o cálculo não erra,
Posto entre o Sol e a Terra,
Faria eclipse total!

ENTREVISTADOR: 

Você poderia agora falar um pouco sobre sua poesia?

BOCAGE:

Se entre versos mil de esquecimento
Encontrardes alguns cuja aparência
Indique festival contentamento,

Crede, ó mortais, que foram com violência
Escritos pela mão do Fingimento,
Cantados pela voz da Dependência.

ENTREVISTADOR: 

Você fala de sua poesia de um jeito que nada tem de irreverente. Diz que os versos alegres e felizes são falsos e fingidos. Mas você tem uma porção de poesias que cantam os campos, os pastores, os prados floridos, não é? E sobre sua vida, você diria que ela foi triste ou alegre?

BOCAGE:

As torvas Parcas me fadaram logo,
Negros agouros sobre mim caíram
E de meu lado em terro voaram
Júbilo e riso.

Aos dois lustros a morte devorante 
Me roubou terna mãe, seu doce agrado;
Segui Marte e depois, enfim meu fado
Dos irmãos e pai me pôs distante.

ENTREVISTADOR: 

Muito triste, Bocage... Li numa biografia sua que você perdeu a mãe muito cedo, entrou no exército e viajou muito. Foi isso que você disse, não foi? Você viajou muito?

BOCAGE:

Vagando a terra curva, o mar profundo,
Longe da Pátria, longe da Ventura
Minhas faces com lágrimas inundo.

ENTREVISTADOR: 

Mas você viajou porque quis, não foi? O que foi fazer na Índia? Buscar fortuna?

BOCAGE:

Um vivo ardor de nome e fama
À nova região me atrai, me chama...
Nos climas onde mais do que na História 
Vive dos Albuquerques a memória,
Nos climas onde a guerra
Heróis eternizou da lísia terra,
Vou ver se acaso a meu destino agrada
Dar-me vida feliz ou morte honrada!

ENTREVISTADOR: 

Lá vem você falando de modo complicado outra vez...Nossos leitores vivem no século XXI, Bocage! Não é mais simples você dizer que foi viajar em busca de um nome ilustre? E por onde foram estas viagens? 

BOCAGE:

O ditoso Brasil, província bela...

ENTREVISTADOR: 

Brasil? Com certeza Rio de Janeiro... E depois? Dizem que você andou na Índia, Goa, Macau... Gostou de lá?

BOCAGE:

Tórrida zona abafa a gente...
ferve o clima...
Arde o ar...

ENTREVISTADOR: 

É feio falar mal de cidades onde a gente foi hóspede... Além disso, fique sabendo que esses lugares não são mais colônias portuguesas. Não foi você mesmo, num poema, quem profetizou: "Jaz por terra o Empório do Oriente"? Ou era Império do Oriente? Agora fale um pouco de seus amores... Foram muitos?

BOCAGE:

Da pérfida Gertrúria o juramento
Parece-me que estou inda escutando!...

ENTREVISTADOR: 

Gertrúria? Seus biógrafos falam de uma tal Gertrudes, de quem você teria sido noivo, mas que acabou casando com seu irmão... É a mesma pessoa, não? Bem, para não ser inconveniente, vamos mudar de assunto: quem eram seus poetas preferidos?

BOCAGE:

Camões, grande Camões,
Quão semelhante 
Acho teu fado do meu, quando os cotejo!

ENTREVISTADOR: 

Fale dos poetas seus contemporâneos que, com você, viveram a virada do século XVIII para o XIX em Portugal.

BOCAGE:

Cala a boca, satírico poeta, 
Não te metas no rol dos maldizentes... (Com ar de quem não queria falar, mas que, num impeto, gritou)

Franças, Semedos, Quintanilhas,
Macedos e outras pestes condenadas,
Néscios que mamais das vis quadrilhas,
Do baixo vulgo insossas gargalhadas,
Por versos maus, por trovas aleijadas!

ENTREVISTADOR: 

Eles eram tão maus assim? Mas não eram todos membros de uma academia literária, a Nova Arcádia?

BOCAGE:

Ó triste,
Ó Malfadada Academia!

ENTREVISTADOR:

Entendo. Academias são sempre assim... Mas vamos mudar mais uma vez de assunto? Vamos falar sobre a história de sua prisão? Quando? Como? Por quê?

BOCAGE:

A dez de agosto, esse dia, 
Dia fatal para mim
Teve princípio o meu pranto,
O meu sossego deu fim... 

Do funesto Limoeiro
Já toco os tristes degraus,
Por onde sobem e descem
Igualmente os bons e os maus

Correm-se das rijas portas 
Os ferrolhos estridentes
Feroz condutor me enterra
No sepulcro dos viventes...

ENTREVISTADOR:

Foi no ano de 1897, fiquei sabendo... Mas qual era a acusação, Bocage? De que o acusavam?

BOCAGE:

Nem rebelde infração de leis sagradas
nem crime que aos direitos atentasse
Do sólio, da Moral, da Natureza...

A calúnia, de astúcias fértil
Urdiu meus males, afeou meu nome.

ENTREVISTADOR: 

Pois é, parece que você foi preso injustamente. Mas também você vivia numa época de: censura, falta de liberdade, corrupção... E quando saiu da prisão você voltou à vida antiga? 

BOCAGE:

Qual nada!
Os cem punhais do reumatismo
(Prole fatal na natureza infecta)
Em cada sensação, que vale a morte
Míngua e se evapora o sofrimento.

ENTREVISTADOR: 

Foi muito bom falar com você, Bocage. Agora, para que você retorne em paz ao seu descanso eterno, o que gostaria de dizer a nossos leitores?

BOCAGE:

Este, com que se ufana a pedra erguida,
Ah! se encantou com sonoras cores...
Já Bocage não é! não sois, Amores!...
Chorai-lhe a morte... e celebrai-lhe a vida. 




Texto retirado e adaptado do livro:

BOCAGE, Manuel Maria Barbosa du. Bocage: Literatura Comentada. Seleção de textos, notas, estudo biográfico e crítico e exercícios por Marisa Lajolo; estudo histórico por Ricardo Maranhão. São Paulo: Abril Educação, 1980. 

Nota: As respostas de Bocage são versos seus, ora literais, ora adaptados, extraídos de sua obra Opera Omnia. 

sábado, 19 de outubro de 2013

ARCADISMO (PARTE I)


MOMENTO SOCIOCULTURAL: 

ILUMINISMO, ENCICLOPEDISMO, DESPOTISMO ESCLARECIDO: ALIANÇA ENTRE OS REIS E A BURGUESIA.

CARACTERÍSTICAS LITERÁRIAS:

  • O TEXTO COMO MOMENTO DE LAZER, DE EXPERIÊNCIA AMENA COM O BELO, DE DISTRAÇÃO, DE IDEALIZAÇÃO DE UM MUNDO PASTORIL E BUCÓLICO (ARCADISMO);
  • USO DE PSEUDÔNIMOS PASTORIS, QUE REMONTAM À ANTIGUIDADE;
  • FUNDAÇÃO DAS ARCÁDIAS (ACADEMIAS LITERÁRIAS);
  • REVIGORAMENTO DO RACIONALISMO CLASSICISTA (NEOCLASSICISMO) EM OPOSIÇÃO AO BARROCO;
  • DIDATISMO DA LITERATURA: O TEXTO COMO FORMA DE ILUSTRAÇÃO, DE "ILUMINAÇÃO" INTELECTUAL (NEOCLASSICISMO);
  • LEMAS ARCÁDICOS: CARPE DIEM (VIVER O MOMENTO), FUGERE URBEM (FUGIR DAS CIDADES) E INUTILIA TRUNCAT (CORTAR O QUE É INÚTIL). 

AUTORES E OBRAS:

  • CORREIA GARÇÃO: UM DOS PRINCIPAIS TEÓRICOS DO ARCADISMO. ESCREVEU "TEATRO NOVO" (1766), "ASSEMBLEIA OU PARTIDA" (1770) E "OBRAS POÉTICAS" (1778);
  • MANUEL MARIA BARBOSA DU BOCAGE: O MAIOR POETA PORTUGUÊS DO SÉCULO XVIII, E UM DOS MAIORES DA LÍNGUA. AUTOR DE "RIMAS" (1791), POSTERIORMENTE ACRESCIDA DE NOVOS TEXTOS.  


Manuel Maria Barbosa du Bocage

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

CRÔNICA POUCO APOLOGÉTICA: A FELICIDADE DE SER PROFESSOR NO BRASIL

Antônia Lucimeire Oliveira
Imagem que representou, nacionalmente,
o desrespeito contra o profissional da educação

Na segunda semana do mês de maio de 2011, mais precisamente do dia 09 ao dia 13, o Jornal Nacional (jornaleco televisivo que prefere referir-se a manifestante com a alcunha de vândalo) exibiu uma série de reportagens que aludiam à situação crítica em que se encontra a Educação no país. No dia 12 de maio, o jornal tratou diretamente do problema relacionado à realidade do Professor.
A reportagem exibiu uma sala de aula em que um professor perguntava aos alunos que profissão estes escolheriam. Ao ser mencionada a profissão de Professor, dois braços ergueram-se tímidos, e a câmera deu ênfase a uma das duas mãos que se ergueu no fundo da sala. Um aluno entrevistado afirmou: “Não vejo futuro em ser Professor!” Outro aluno expôs: “Ser Professor não compensa!” A reportagem mostrou, ainda, com um fundo musical triste, alguns profissionais da área que afirmavam ser desprestigiados, desvalorizados e, principalmente, sobrecarregados.
O Ministro da Educação – Fernando Haddad – fez um breve e nada elucidativo comentário a respeito, mas a reportagem terminou com a seguinte constatação: a profissão vive uma terrível – cito o narrador – “falta de horizontes”.
Como me senti com a alma devassada por uma sensação de mal-estar completo, por ser parte dessa classe que sofre as consequências da profissão escolhida, precisei discutir e compartilhar de algum modo a minha sensação de desconforto, após ver o quanto este país se cala diante dos problemas educacionais tão evidentes.
A aprendizagem do aluno, supõe-se, é o foco principal da Educação. Ter alunos e ensinar coerentemente conteúdos a fim de torná-los aptos – numa naçãozinha que preza o trabalho braçal mais que o intelectual – ao mercado de trabalho, sem dúvidas, é um dos objetivos do processo educacional. Estimular o aluno ao exercício de sua cidadania, torná-lo capaz de refletir sobre temáticas inúmeras que norteiam o cotidiano que o perpassa, são tópicos indispensáveis para o trabalho do Professor.
Não se pode entender, porém, como o ensino-aprendizagem será viável se o profissional responsável por esse processo não tem salário digno, valorização ou tempo suficiente para realização do seu trabalho. Além disso, como pode ministrar aulas um profissional que tem entre 40 e 45 alunos numa sala de aula sem, muitas vezes, suporte para ampliar seus métodos de explanação conteudística? Controlar alunos, desenvolver trabalho burocrático, controlar o nível de aprendizagem do aluno através de uma avaliação plausível, realizar inferências conteudísticas quando há escassez de materiais para isso, cumprir um papel que deveria ser da família, são desafios intoleráveis à condição física, psicológica e temporal do Professor.
Confirmo, com a explanação desses poucos detalhes sobre o que, neste país, é ser Professor, a assertiva do aluno entrevistado na reportagem acima mencionada: “Ser professor não compensa!” Por mais que ainda tenhamos alunos que façam valer a pena o esforço, por mais que encontremos algum bem-estar em planejar uma aula e ser capaz de ministrá-la, ainda que sejamos recompensados com a amizade de certos alunos que conseguem olhar com humanidade para a delicada condição do Professor, não é possível fechar os olhos para o sofrimento vivido diariamente por este que é, para poucos no país, o responsável pelas mudanças mais significativas da nação.
Em 2009, em propaganda realizada pelo MEC, exibida em emissoras abertas, reprisada exaustivamente também em 2010, são apresentadas imagens que representam paisagens marcantes de inúmeros países. Em certo momento da propaganda, o narrador afirma ter feito uma pesquisa em outras nacionalidades e várias pessoas das respectivas nações respondem à seguinte pergunta: quem é responsável pelo desenvolvimento do seu país nos últimos 30 anos? Em várias línguas pode ser constatada a resposta: o PROFESSOR!
No final da propaganda, uma atriz muito bonita e jovem, usando o “subosso” comum a todo profissional da Educação – os óculos –, se encontra com um grupo de crianças num cenário que sugere a escadaria de um colégio e, olhando sorridentemente para a câmera, convida a quem assiste à sua performance artística a ser um professor. Para isso, utiliza-se de forte recurso de convencimento através do uso expressivo da função conativa da linguagem.
         Agora, utilizando-me de inferências “outorgadas” a mim pela mãe das disciplinas, a Filosofia, eu pergunto: ser professor é tão ruim que o MEC precisa fazer propaganda para incentivar seres humanos, de bom coração, a realizar o heroico ato de ser Professor? Será que fazer propagandas é mais fácil do que tentar olhar com sensibilidade para o profissional da Educação?
Que minha capacidade crítico-reflexiva de Professor – que optou pela profissão – seja resguardada para não se esboroar com esse discurso. Propaganda muito bonita, mas patética por expor, dentre outros discursos, a ingenuidade do governo em tentar uma chamada urgente para que algum brasileiro suporte, mediante sacrifício intenso, a árdua tarefa de ser Professor.
        Incomoda-me o fato de que, para afirmar o Professor como desenvolvimentista, foi preciso confiar na opinião de cidadãos de outras nacionalidades. Supõe-se, com isso, que se algum brasileiro fosse entrevistado sobre o assunto a opinião poderia ser bem diferente. Lógico, o Brasil ainda não resolveu sequer problemas mais práticos, como saberá resolver problema tão denso? E a voz de estrangeiros ecoa num recurso de convencimento que reforça – na França, Alemanha, Inglaterra, Finlândia, Espanha, Coreia do Sul, dentre outros países que de fato investem na Educação – o quanto o Professor merece “respeito”.
            No ano de 2011, diga-se de passagem, o MEC resolveu convencer um pouco mais o país de que ser Professor é importante. A nova propaganda exibe imagens sugestivamente desenvolvidas com giz – símbolo do arcaísmo, a meu ver, que perpassa a Educação nacional – e, numa melodia comovente, afirma mil vezes que o Professor é o responsável pela formação de todas as outras profissões. Linda música de teor valorativo, mas fico pensando: se o Professor é de fato o que é apresentado na tal propaganda, por que o governo não deixa de gastar dinheiro com propagandas inverossímeis e não investe, efetivamente, em possíveis mudanças que a profissão, gritantemente, exige?
            Alguém pode achar que eu desconsidero as mudanças realizadas nos últimos anos, ou que sou dramático, ou pessimista demais, mas, sinceramente, se eu me contentar com essas supostas mudanças, a mim insignificantes, não terei condições de permanecer na profissão que escolhi por muito tempo. Ou a abandonarei, ou terei problemas físicos e psicológicos irreversíveis se o silêncio e o conformismo forem minhas bases aliadas.
            Mas eu espero, não sem dor e sofrimento, que o meu choro e ranger de dentes sejam passageiros, afinal de contas ser Professor não é tão ruim assim. Dá até para comprar medicamentos para sanar as constantes dores de cabeça sentidas e ressentidas.
         Num país em que Professores são tratados com desdém, humilhação, violência, descaso e desrespeito (para ficar apenas com dois exemplos, vide o que ocorreu recentemente nas cidades de Juazeiro do Norte – CE e Rio de Janeiro – RJ), ser Professor parece incongruência e masoquismo: por quanto tempo cursos de licenciatura ainda terão público?
            Faço, para concluir, umas últimas perguntas que me parecem retóricas: ainda é possível ter visões otimistas sobre a nossa profissão? Eu posso falar em sala de aula que este país é democrático se reivindicações são punidas com truculência? Posso dizer que o conhecimento liberta, se quem detém algum conhecimento para compartilhar não pode ter dignidade justamente por ser detentor do conhecimento?
            Repúdio, asco, vergonha de ser brasileiro – e tenho dito!

Texto de: Émerson Cardoso
15/10/11 - 13 

CRÔNICA: UM ESPELHO QUE ME ROUBOU DE MIM


Buscava pores de sol em longas marchas e encontrei, perplexo, o mundo em mim por meio do olhar de um cavalo. Perdido em pensamentos me deparei com seu relinchar que mais me absorveu do que me amedrontou. Foi quando fechando os olhos os abri em seguida e o vi: ele, em nublação, bem próximo a mim relinchava. Olhamo-nos perplexos.
            Sob um por de sol em véu de sombras eu vislumbrei um outro-eu que mais me via em pelo e força. Altivo, de longa crina, de lisa cauda, de músculos exatos, de olhar poético em eternos soslaios ele, meu outro-eu, atirou sobre mim sua presença jamais anônima... Aprisionado, nenhum animal poderia parecer tão livre. Eu, tão aparentemente livre, jamais poderia dizer de mim um ser humano livre, porque para ser livre em cavalo deveria me transformar – e eu não tenho a força.
            O cavalo cinza, num segundo em que o sistema solar teimava em não se desfazer, me fitou. O cavalo cinza. Como quem vela o filho convalescente, ele, a nublação dos olhos, me tocou com suas cansadas mãos. Crina ao vento, num murmúrio inaudível ele me tocou. Por certo o medo poderia me transtornar: mas das alturas enfrentei as afrontas sem que a culpa me consumisse.
            Seu olhar me devassou enquanto, sem palavras, eu falava e falava e falava. O vento que assanhou sua crina rasgou em súbito meu olhar. E houve o silêncio: um velho que num poço buscou água sem que a água se deixasse aprisionar. Aves pernoiteiras desfilavam pelo céu em arrebol e eu caía em pontiagudas ânsias: sede de alguma coisa que sequer eu sou, nem sei.
            Olhamo-nos por três segundos? Pés despindo o tempo e mãos tateando o não-viver. Quase o grito cerceou o tão buscado silêncio. Um relinchar me deu mais a mim que eu pudesse compreender: meu olho escuro no espelho de um cinzento olhar. Quem mergulhou primeiro no poço escuro do olhar de quem? Devo ter sido menos corajoso: um cavalo não tem medo de calabouços ou grilhões. 
            Fugindo caí na esperança de nunca mais temer um relinchar em prata. Mas quem não é cavalo sofre mais que o relho no ventre de um mamífero hipomorfo da ordem dos ungulados. Fugi de mim que no espelho do cavalo, em cinza, apertava grades indestrutíveis. E fui embora antes que, ao relinchar, o cavalo me desse mais a mim que eu fosse capaz de suportar. E nunca mais – silêncio profundo – eu o vi.  

14/10/13
Texto de: Émerson  Cardoso

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

GÊNEROS DISCURSIVOS DO JORNAL EM SALA DE AULA (UMA PROPOSTA DE INTERAÇÃO)





EEFM PRESIDENTE GEISEL – POLIVALENTE
CREDE 19 – JUAZEIRO DO NORTE – CE
JOSÉ MARROCOS, S/N – BAIRRO SANTA TERESA
FONE / FAX: 3102 - 1100

MINIPROJETO:
GÊNEROS DISCURSIVOS DO JORNAL EM SALA DE AULA

CÍCERO ÉMERSON DO NASCIMENTO CARDOSO

INTRODUÇÃO:
            Este projeto, que se pretende um método prático de aprendizagem, apresenta uma proposta de realização de trabalhos de produção textual a partir do estudo dos gêneros discursivos do jornal em sala de aula.
O jornal se constitui como um veículo útil de propagação de múltiplas informações. Utilizá-lo em sala de aula como ferramenta de aprendizagem pode ser enriquecedor para o aluno uma vez que, por possuir gêneros textuais variados, pode oferecer opções para quem o lê e apontar mecanismos enriquecedores de produção textual através dos modelos que ele apresenta.
Nossa intenção, portanto, é estimular o aluno não só à realização da leitura, mas à produção de textos típicos do jornal para que, por meio deles, este possa ampliar seu conhecimento através de pesquisas e discussões acerca de temas variados e familiarizar-se com a multiplicidade de gêneros que poderão ser cobrados em avaliações externas como SPAECE, ENEM e vestibulares.  
       Além disso, visa tornar o aluno apto a produzir e expor, em sala de aula, seus próprios textos de modo interativo, uma vez que este deverá realizar trabalho de grupo e, posteriormente, seminário.
Para isso, serão explanados, em aulas de Produção Textual, os gêneros discursivos presentes no jornal e, por meio deles, serão apresentados os conteúdos bimestrais pertinentes à Literatura, Gramática e Interpretação Textual, bem como temas atuais veiculados pela mídia que darão suporte a algumas produções específicas.

JUSTIFICATIVA:
Editoriais, anúncios publicitários, resenhas críticas, charges, entrevistas, crônicas, tiras, reportagens, manchete, artigos são alguns dos gêneros textuais que o jornal comporta.
O jornal, também denominado gazeta ou periódico, é um meio de comunicação cuja característica principal é a veiculação de informações em grande escala. E, se utilizado em sala de aula, pode se constituir como um meio eficaz, também atrativo, para que se possa explorar os mais variados tipos de textos.
Quando, além de ser utilizado em sala em ocasiões de leitura, é sugerido que o aluno, utilizando-se de autonomia que dê livre expressão à sua criatividade, confeccione seu próprio jornal, esse veículo pode ser mais que útil para ampliação da aprendizagem em vários aspectos.   
A aprendizagem deve ser sempre estimulada por meio de métodos práticos que a concretizem no espaço da sala de aula. A leitura – uma ação desafiadora para quem trabalha com o ensino de línguas – deve ser promovida de modo natural e prático e, consequentemente, deve servir como suporte para o aluno produzir seus próprios textos.
Em tempos em que se privilegia tanto o Protagonismo Juvenil, o aluno precisa, de fato, sentir-se apto à realização de atividades múltiplas que o conduzam ao desenvolvimento de suas habilidades e potencialidades de leitor e produtor textual no estudo de línguas: a criação de um jornal em sala, por meio de grupos, é um método mais que eficaz para que esses valores cognitivos sejam desenvolvidos na prática.

OBJETIVO GERAL:
Estimular os alunos das turmas “A”, “B” e “C”, dos primeiros anos do Ensino Médio, da EEFM Presidente Geisel, a produzirem, em grupo, um jornal a partir do estudo de gêneros discursivos pertinentes ao texto jornalístico.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS:

  • ·               Desenvolver estudo de conteúdos bimestrais por meio da produção de um jornal;

  • ·         Estudar gêneros discursivos do jornal de modo a preparar os alunos para que estes elaborem textos que comporão o conteúdo do jornal que eles deverão produzir;

  • ·         Estimular os alunos, empregando prerrogativas do Protagonismo Juvenil, a apresentarem o jornal realizado por eles em sala de aula em forma de seminários.

METODOLOGIA:
            Inicialmente serão explanados os gêneros discursivos do jornal em aulas de Produção de Texto. A partir disso, os alunos das turmas envolvidas no projeto deverão ser divididos em grupos e cada grupo ficará incumbido de produzir seu próprio jornal.
            O conteúdo que deverá surgir nos textos, que serão produzidos pelos alunos ao longo do projeto, deverá relacionar-se aos conteúdos de Literatura, Gramática e Interpretação Textual pertinentes ao bimestre, além de temáticas abordadas em jornais e demais mídias que deverão ser colhidas por meio de pesquisas.
            Os alunos serão estimulados a desenvolver textos de acordo com os gêneros estudados e, na conclusão, serão apresentados os resultados do trabalho desenvolvido pelos grupos em forma de seminários.

CRONOGRAMA:
Agosto

Setembro
Outubro
- Entrega do projeto para o Núcleo Gestor da Escola;

- Explanação do conteúdo: Gêneros Discursivos do Jornal (Parte I);

- Divisão dos Grupos para confecção do Jornal.

- Explanação do conteúdo: Gêneros Discursivos do Jornal (Parte II);

- Produção textual dos alunos e acompanhamento;

- Primeiras apresentações em forma de seminários.
- Últimas apresentações em forma de seminários;

- Divulgação dos trabalhos no Blog do autor do projeto: “Das insustentáveis levezas: leitura, interpretação e artes.”

REFERÊNCIAS:

FARIA, Maria Alice. O jornal na sala de aula. São Paulo: Contexto, 1991.

FULGÊNCIO, Lúcia & LIBERATO, Yara Goulart. Como facilitar a leitura. 8. ed. São Paulo: Contexto, 2008.

GONÇALVES FILHO, Antenor Antônio. Educação e Literatura. 2. ed. São Paulo: DP&A, 2002.

KOCH, Ingedore Grunfeld Villaça. A coesão textual. 19. ed. São Paulo: Contexto, 2004.

______ As inter-ação pela   linguagem. 3. ed. São Paulo: Contexto, 1997.

KÖCHE, Vanilda Salton. Prática textual: atividades de leitura e escrita. 6. ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2009.

LOPES, Eduardo Antonio (org.). Anglo: ensino médio: livro-texto (Redação). São Paulo: Anglo, 2003. 

LUFT, Celso Pedro. Minidicionário Luft. São Paulo: Ática, 2000.

MELO, Adriana; ALMEIDA, Edgley. Programa Jornal na Sala de Aula – Jornal Diário do Nordeste. Fortaleza: Jornal Diário do Nordeste, 2010.

PACHECO, Agnelo de Carvalho. Dissertação: teoria e prática. São Paulo: Ática, 2000.

SAVIOLI, Francisco Platão & FIORIN, José Luiz. Lições de texto: leitura e redação. 2. ed. São Paulo: Ática, 1997.

TAKAZAKI, Heloisa Harue. Língua Portuguesa: ensino médio – volume único. São Paulo: IBEP, 2004. (Coleção Vitória Régia). 


ANEXOS:

Primeira Equipe a confeccionar o Jornal e apresentá-lo em forma de seminário: "Jornal A Notícia" (Produzido em manuscrito por: Abraão, Fernanda, Maxylene, Janathannyele e Jayane). 

Da esquerda para a direita: Maxylene, Jayane & Fernanda

Janathannyele durante leitura 
Janathannyele & Abraão

Destaques:

1 - Jornal de Bordo







2 - Jornal "A Notícia":


3 - Jornal do Cariri:




Demais apresentações:


Emilly, Camilla, Luiz Felipe, André & Arthur

Nívia

Bárbara, Pedro Henrique & Gabriella
Antônia Letícia, Letícia & Victor Hamilton

Antônio Filho, Wesley, Viviane, Júlia Maria e Anderson Stanislavick


Antônio Filho

Any Karoliny

Rayssa, Samara, Claryssa... Olhando com ênfase: Fernando!

Flávio, Bárbara & Lidiane

Grazielle, Janykelly, Daniele, Ívna, Flávio, Bárbara & Lidiane

Flávio 

Vinícius & Ana Lívia 

Laila & Lucas Lídio

Paulo Vinícius, Raquel, Paloma & Jaqueline

Luzia, Cidilânia, Felipe, Daniela & Mariza